Como tem sido pensada a
educação nos dias de hoje, onde nossos alunos estão cada vez mais imersos na
tecnologia, cada vez mais interligados e conectados com o mundo, e ainda assim
muitos professores estão presos ao ensino tradicional, transmitindo
conhecimentos fragmentados, isolados? É necessário refletir sobre nossa prática
pedagógica, reformar nosso pensamento. Estamos formando cabeças bem feitas,
onde não recebem apenas informações, mas dá sentido aquilo que se aprende/
ensina, ou cabeças cheias de informação, onde só há uma simples transferência
de saberes, como em uma educação bancaria?
Queremos alunos críticos e
pensantes ou reprodutores de informações? Alunos que apenas recebem
informações, não vão conseguir dar sentido, não irão adquirir conhecimento. Já
alunos que sejam desafiados a pensar, a buscar sentido, descobrir novas possibilidades,
esses alunos com certeza chegarão a um resultado muito mais proveitoso e
prazeroso.
Nos livros de Edgar Morin
utilizados, a ideia que nota-se intrínseca é a do pensamento complexo - as relações humanas são complexas- que diz
que o saber (e os ensinos escolares) não podem ser fragmentados, particionados,
ou mesmo mostrados ao aluno só quando convém ao professor, ou no "momento
certo", essa forma de pensar desmerece o ensino e empobrece a capacidade
intelectual do aluno. Já o pensamento complexo proposto nas obras de Morin
amplifica os conhecimentos, permitindo que o saber torne- se rizomático possibilitando o surgimento
de novas ideias, saberes, conhecimentos que edificam o aluno como pessoa,
abrindo possibilidade de novos saberes ligados àqueles adquiridos até o
momento.
Como nos fala Morin “Atransdisciplinaridade significa mais do que disciplinas que colaboram entre si sem projeto com um conhecimento comum a elas, mas significa também que há um modo de pensar organizador que pode atravessar as disciplinas e que pode dar uma espécie de unidade”
Precisamos
pensar mais sobre a educação procurar novas formas de ensinar, novas
possibilidades, novas formas de entender nossos alunos, seus saberes, sua realidade, seus conhecimentos, sua saúde, seu mundo, sua
vida, entender o meio e também o todo, porque o meio está no todo e o todo está
no meio.
Vivemos
em uma Era Planetária,
onde o ensino fragmentado, desconexo com o todo e com a realidade, não condiz
com o mundo atual, com a necessidade de formar cidadãos pensantes, críticos e
saudáveis.
Referências
MORIN, Edgar. A Cabeça Bem-feita: Repensar a Reforma, Reformar o Pensamento. Tradução de Eloá Jacobina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
_______ Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. Tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2002.
_________. Educar na Era Planetária: o Pensamento Complexo Como Método de Aprendizagem no Erro e na Incerteza Humana. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2003.
https://www.youtube.com/watch?v=POvrDyZl_p4 acessado em 10/06/2013 as 18:10
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